quarta-feira, 30 de setembro de 2009

Pássaro

video

um tocador de violão
não pode cantar prosseguir
quando lhe acusam de estar mentindo
quer virar pássaro e voar no ar no ar
quer virar pássaro e sumir ir
quer virar pássaro e sumir!

terça-feira, 29 de setembro de 2009

Obrigado por...


Você costuma agradecer as pessoas? No dia a dia esse é um costume que já esta ficando meio de lado. E sempre causa espanto quando presenciamos alguém agindo de forma agradecida. Ser agradecido é quase um ato em extinção. As pessoas se emocionam diante de uma atitude de gratidão. Recebo alguns emails com histórias de gratidão e, nesta semana, me bateu um grande receio: Será que gratidão está virando história?

A questão começou a me incomodar. Comecei a lembrar das últimas cenas que presenciei nesse sentido. Claro que em momentos de formalidade os agradecimentos estão sempre lá. E começam sempre da mesma forma: Agradecendo a Deus em primeiro lugar, depois aos pais e assim aos demais: esposa, familiares, amigos e colaboradores por ordem de hierarquia...

Seriam esses agradecimentos apenas uma formalidade? Confesso que isso me fez pensar. No fim do ano de 2007 fui convidado por um grupo de formandos a falar em um culto ecumênico. No convite pude perceber que todos seguiam a formalidade dos agradecimentos, a Deus, aos familiares, amigos e professores.

Alguns agradeciam a todos e outros destacavam um ou outro grupo. Mas expressavam sua gratidão de forma documental em palavras. Depois, num segundo contato com eles, descobri que em sua maioria acreditavam que naquele momento todos deviam agradecer a Deus pela oportunidade concedida.

Naquela noite do culto, familiares e amigos se reuniram para a cerimônia de gratidão. O instante era de reconhecimento a Deus, não envolvia aspectos denominacionais; era um momento de agradecer a Deus a benção concedida.

Gratidão é um dom. Reconhecer o que foi oferecido, o presente recebido. Aquilo que foi doado. Fala-se muito no dom de doar. Mas oferecer, doar, estender a mão ou abrir mão é sem dúvida mais difícil. Envolve reflexões a respeito. O mérito de quem recebe ou sua necessidade.

Doar deve ser silencioso para não causar constrangimento e até seguir o conselho bíblico de que o que uma mão faz não é necessário que a outra tenha conhecimento. Mas, para dar exemplo, talvez doar venha a ser um ato mais público do que silencioso. Afinal doar carrega sobre si inúmeras complicações. Porque o doar pode ser material, afetivo, filantrópico...

Os órgãos públicos orientam que as doações devem seguir alguns padrões para que não se incentive atitudes de sanguessuga por parte dos beneficiados, quando se trata de doações materiais. O certo é que mesmo doar um sorriso, uma saudação ou um gesto de educação tem se tornado raro.

Claro que isso influencia de forma direta na questão do agradecer. Quanto menos se doa, menos se agradece. Como é estranho encontrar alguém que agradeça por coisas simples, pela atenção, por uma lembrança, uma ligação, uma palavra de conforto, um sorriso, um abraço, uma carona, um beijo, um ombro...

Olha, não estou falando aqui em agradecer por doação material, financeira nem mesmo o pão. Estou falando de agradecer pela amizade, pelo amor, pelo companheirismo, pelo ensino. É além da forma mecânica de agradecer pela paz, pela vida e saúde. É entender que no completar de um ano esse agradecimento é de uma graça já concedida. De um ano que apesar de tudo se completou com vida.

Estou dizendo que gratidão é dom. Todos podem agradecer e reconhecer. E esse dom é manifestação de amor.

Duas semanas depois do culto ecumênico fui convidado para o baile da formatura. Em poucas horas as pessoas estavam histéricas, alcoolizadas e escutei da boca de uma das formandas: “Me deixe beber, eu consegui, eu consegui, eu mereço beber...”
Já tinha visto aquele rosto. Mas ela não estava no culto na igreja. Ela não foi ao culto porque o namorado, um pastor de outra denominação que acredita que eles não devem misturar-se com outros grupos religiosos, julgou que não deveriam participar do culto de agradecimento por este ser ecumênico.

Agora, ela estava sendo repreendida pelo namorado por estar festejando alcoolizada. Instantes depois ela passou mal e foi levada da festa com as roupas sujas, vomitadas. O jovem pastor, à esta altura, estava bastante envergonhado e os familiares também.
Duas coisas me deixaram tristes naquela noite. Primeiro, queria ser solidário àquela moça, mas me lembrava das palavras dela: “eu consegui”. Quão longe estava isso de ser reconhecimento a Deus. Depois, fiquei triste por todos os outros. Agradeceram, sim, a Deus, mas, em seguida, comemoraram sem Ele.

A gratidão não pode ser mecânica. Tem que ser espontânea. Gratidão não pode ser formalidade, até por que Deus sabe aquilo que vai no coração de cada um de nós. O resultado de uma gratidão não verdadeira pode ser um testemunho publico de ingratidão.

Para a gratidão ser verdadeira, é preciso ser um exercício diário. Precisa de prática, por que a gratidão é fruto do reconhecimento e da lembrança. Se ganhar alguma coisa é um prazer, relembrar esses presentes da vida nos leva a um segundo prazer, o de agradecer. Gratidão sincera é agradável, é uma decisão pessoal e não coletiva. É sentir-se feliz pelo que foi recebido. Isso, a tal ponto de contar aos outros.

A alegria de receber alguma coisa é que gera a gratidão verdadeira. E não uma data, a finalização de uma conquista.

O sábado foi separado como dia de gratidão. Pela criação, pela libertação, pela semana. Não é um dia para lembrar a criação, ou para deixar de fazer alguma coisa pura e simplesmente. É preciso sentir prazer, alegria e felicidade nesse dia.

Quando alguém agradece revela o amor. O coração agradecido ou gesto de agradecimento e revelação da humildade, do reconhecimento, da alegria de ter recebido, a lembrança boa do acontecido, a felicidade do passado vivido, a doçura de olhar para o outro e lhe oferecer o obrigado.

Isso não é fazer média, bajular, corromper, ser complacente ou tentar comprar algo com um gesto novo. Pelo contrário, é um gozo de alegria que transborda na amizade e no amor.

Como é horrível conviver com pessoas que não sabem agradecer. E, infelizmente, sem querer ou perceber, podemos estar fazendo parte deste grupo e aumentando o “batalhão de ingratos”. Por falar nisso, você já demonstrou gratidão a Deus hoje? Já agradeceu aos familiares, aos amigos, aos bons colegas de trabalho ou vizinhos o simples fato de existirem e fazerem parte de sua vida?

Agradeço a Deus. Agradeço a você pela amizade. Um dia celebraremos esta amizade em uma festa. Obrigado por você existir! Obrigado por tudo que você fez por mim!
Por Willian Lira Felício

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Voltar para casa


Por: Willian Lira Felício

De forma clássica sempre nos pegamos perguntando para onde iremos ou o que será da nossa vida? Claro que a variedade de respostas costuma trazer inúmeras respostas. Muitos profissionais em diversas áreas costumam apresentar respostas prontas ou adaptá-las de alguma forma.

Mas se a pergunta fosse feita: qual a vontade de Deus para nossa vida? Charles Swindoll escreveu que a vontade de Deus para cada um de nós não é um alvo definido a ser alcançado, mas a jornada em si[1]... Atualmente vivemos um mundo cheio de fórmulas. Receitas para felicidade. As pessoas vivem em busca de respostas.

Como ser feliz. Como alcançar o casamento perfeito. Como ser um profissional de sucesso. Como ser o maior o vendedor do mundo. A receita de sucesso. Sendo um campeão nos negócios. Esse tipo de ajuda costuma ser pautado em fórmulas já definidas. Jogador de futebol sonhava com carro, depois apartamento, jogar na Europa e agora ficam por ai dizendo que precisam se sentir felizes para jogar. Não pode ser magoados.

Conhecer tudo e reter o que é bom segundo o apóstolo dos gentios deve ser uma tônica das pessoas. Syd Field o premiado roteirista do cinema americano disse não acreditar em fórmula e sim e forma[2]. Então existe uma fórmula certa de viver? Essa pergunta nos devolve a vontade de Deus para nossa vida. Deus sonha com um reencontro com o homem. E o homem com a forma de ser feliz.

Assim como o pai do chamado filho pródigo. O Pai celeste espera a volta de seus filhos ao lar. Ele aguarda ansioso que seus filhos retornem. A vontade primaria de Deus e poder estar junto de seus filhos e oferecer uma festa e apresentar com orgulho os seus herdeiros. No momento do reencontro o pai afirma: “Esse meu filho estava morto e reviveu”[3]. Morto? O rapaz chegou caminhando. Mas a história não esta errada. Jesus afirma ser o caminho, a verdade e a vida. Isso significa que podemos respirar e andar, falar e comer... Mas não podemos ser felizes, e nem afirmar que estamos vivos, repletos de vida. Existem caminhos que parecem ser bons aos homens, mas o fim destes é a morte.

Às vezes as circunstâncias da vida e os sonhos nos levam longe de casa daquilo que chamamos de lar. Fazem-nos abandonar a casa do pai. Saímos em busca dos nossos desejos. Viver longe de casa nos faz perder algumas coisas que nos identificam com o pai. Primeiro as escolhas das amizades. Longe de casa sentimos a necessidade estarmos com pessoas e nem sempre escolhemos as melhores que contraria a casa de nossos pais e a origem do que fomos ensinados. Sentimos-nos livres para fazer aquilo que antes não fazíamos por que na volta para casa encontraríamos mãe e pai sentados prontos para sessão, interrogatórios. Algumas dessas amizades superficiais que nos levam a experiências que não nos enriquecem e nem nos fazem crescer. O tempo revela que nossas escolhas não foram às melhores. Que erramos. O vazio, as ilusões, decepções, a tristeza e as lágrimas passam a ser um tormento diário. As pessoas que nos cercam nos usam como quem extrai o suco deixando bagaço. Longe de casa sentimos o abandono.

Mas não é essa a vontade do pai. Mas o pai não sai em busca do seu filho por amor, por que ele respeita as escolhas de seu filho, ele sabe que seu herdeiro não é uma ovelha que se perdeu, mas que escolheu. Cabe ao filho, aos filhos as lembranças de uma vida melhor. É preciso ser humilde aceitar que a casa do pai é porto seguro. Na história bíblica o rapaz em um momento de angustia retornou a sua casa depois da angustia, fome e desespero. Foi recebido pelo pai. Que o buscou ainda na estrada. O texto que pode ser encontrado na bíblia no livro de Lucas no capitulo 15. Mostra que não à condenação para aquele que esta em Cristo. O Jovem volta para casa de seu pai.

A vontade de Deus é que seus filhos possam retornar ao lar. Que habitem em sua presença. Jesus declarou que voltará depois que estiver tudo preparado para levar seus filhos. Rejeitar a oportunidade de retornar é mais que uma prova de orgulho. Mas e prova de rejeição da graça de Deus. O retorno está sempre no desejo de Deus. Alguns se sentem envergonhados e acham que retornar sem bens e títulos não é a melhor opção.

Em 2008 conheci uma moça que foi para Espanha em busca de sucesso. Em poucos meses descobriu que sua prima na verdade agenciava moças para sexo na cidade de Madri. Durante os primeiros meses enquanto ela ainda tinha dinheiro sua prima sempre esteve ao seu lado. Com o fim das economias ela percebeu mudança no tratamento. E sua prima começou a insinuar sobre seu fracasso na cidade, e sobre a necessidade real de uma renda. Em uma tarde o senhor vizinho de sua prima lhe disse que era para fugir que sua prima tinha a intenção de viciá-la para que ela se prostituisse. Ela fugiu ligou para sua mãe no interior de Minas Gerais depois de vagar por dois dias sem comer pelas ruas de Madri. Sua mãe conseguiu um empréstimo para buscá-la.

Correr atrás dos sonhos não esta errado. Mas muitas vezes é necessário admitir que a felicidade possa estar mais perto do que imaginamos. O rapaz da história contada por Jesus recordou que na casa de seu pai ele era mais feliz. Ele saiu de casa como um príncipe e voltava como um mendigo. Moisés poderia ser chamado de estrela da manhã. Mas abandonou os sonhos de ser parte da história terrena para servir a Deus[4]. A história do Egito poderia ter imortalizado aquele homem como um líder egípcio. Teria reconhecimento dos homens. Mas ele preferiu ser um servo de Deus. Voltou ao Egito como um camponês. Na corte foi apontado como um fracassado. Não virou Faraó, com pirâmide e tesouros. Mas a bíblia afirma que ele foi levado ao céu.

As duas histórias do filho pródigo e de Moíses revelam como o retorno pode ser importante, no fundo encontramos motivos diferentes.

É isso. Não vejo por que as pessoas ainda não acreditem que em alguns momentos precisam recuar. Voltar para casa pode ser o recomeço a vontade de Deus para sua vida. Se as pessoas olharem de forma atravessada. Cabe a você mostrar como valeu à pena. Se valeu a pena.
Ao sentir saudade de casa pode ser que tenha valido a pena descobrir a importância da família. Mas se a vergonha é uma tônica temo que não tenha valido.

Quando temos medo de voltar ou vergonha. Acredito que os valores estão errados. Essa coisa te que tenho que me realizar a qualquer preço. E egoísta isso sim me envergonharia. Lembre-se que você se encontra onde você lutou para estar. Você escolheu com acertos e erros. E continua em busca de se satisfazer. Satisfação pessoal não é o discurso do cristão. Esvaziar-se do eu é sim muito importante. Buscar ajuda com as pessoas que podemos confiar é muito importante. Pense nisso!

[1] Mistério da vontade de Deus. Charles Swindoll. Mundo Cristão
[2] Apud História das Histórias. Willian Lira Felício
[3] Lucas 15:24
[4] Êxodo primeiros capítulos.

domingo, 27 de setembro de 2009

Há Vagas Para “Ninguéns” e “Guardiões de Histórias”!


Você certamente já ouviu falar no termo “carregador de piano”. Geralmente essa expressão que é atribuída aqueles funcionários que são sérios candidatos a funcionário padrão ou aquele sombra ou aliado que faz tudo sem ser visto. O nome dele é “Imprescindível de Ninguém”.

Todas as empresas, instituições e organizações possuem alguém dessa família numerosa, arrisco a dizer que é maior que a família Silva.

Indivíduos dessa família amam o que fazem e não se importam muito com os louros. Quando as coisas acontecem eles estão lá e nas comemorações e premiações nem sempre são lembrados. Mas a contribuição dada foi fundamental.

Eles não esperam reconhecimento; fazem sua parte e, na hora dos aplausos, já se foram – estão longe dos holofotes. Mas são absolutamente necessários.

Esse tipo de individuo muitas vezes carrega apenas seu sobrenome “Ninguém”, como entre os militares que são chamados pelo nome de família. Patrick Morley escreveu: “Deus gosta dos ninguéns afinal fez muito mais deles”.

Segundo Max Geringher essa pessoa é facilmente identificada. Ele é exatamente o que os outros não acham imprescindível, fundamental. É uma pessoa que raramente é convidada para participar de uma reunião.

Ele está tão ocupado com o que precisa ser feito que não utiliza seu tempo para ficar criando novos projetos. Enquanto alguns teóricos usam o tempo para criar novas estratégias, ele utiliza seu tempo fazendo com que as coisas funcionem na prática.

Às vezes ele passa o dia observando as mudanças, buscando em sua experiência referências para que as coisas funcionem; dali do seu canto já viu inúmeras mudanças e sabe que a chave está na implantação. E, com uma caneta meia-carga no bolso da camisa, ele contempla as reações de todos.

Ele nunca é convidado a opinar sobre um assunto importante, afinal ele é mais um instrumento na engrenagem. Assim, enquanto a empresa ferve a crise se aproxima o imprescindível ninguém fica frio.

Ele só sai de seu canto quando alguém revela que “ninguém” pode fazer mais nada. A empresa tem um enorme problema para resolver e buscou ajuda entre os mais renomados de seu setor.

Milhões de dados já foram levantados, centenas de cenários já foram considerados, estrategistas buscam soluções nas mais diversas teorias, dezenas de especialistas já foram consultados. Mas sempre falta uma informação para completar o quebra-cabeça. E aí o diretor perde a calma e diz: “Mas não é possível. Será que Ninguém sabe como resolver isso?” Quando a palavra mágica ecoa dentro da organização – “Ninguém” - alguém se lembra é o sobrenome do “Imprescindível”.

“Ninguém” é o que está escrito em seu crachá de identificação. Ele está a tanto tempo, que sabe tudo. Lembra de tudo. Participou de tudo. Mas, como nunca teve muita ambição, foi sendo esquecido. Como não usa termos complicados, nem palavras em inglês, é considerado ultrapassado.

Afinal ele sempre fez sua parte sem importar as luzes. Nem um quadrinho decente no organograma ele tem. Aos poucos, ele foi se tornando..., ninguém. Mas sempre chega àquela hora em que ninguém sabe. E aí o Imprescindível sai de sua sombra e dá a informação que todos estavam procurando.

E, enquanto todo mundo comemora, o Imprescindível já saiu de cena e está tomando seu café num copinho plástico, ou bebendo água no bebedouro sem tripudiar nem se vangloriar da nova conquista. O Imprescindível é assim não busca louvor próprio, tem senso de missão.

Ele não almeja ser alguém. Só quer fazer seu trabalho em paz, sem incomodar. E quando o diretor diz: “Nesta empresa, ninguém é imprescindível”, o imprescindível agradece. Porque sabe que, ali, ninguém é mais “Ninguém” que ele.

A história de João: um imprescindível

João foi preparado para trabalhar muito, mas foi orientado que um dia seu primo assumiria a missão e, nesse momento, ele não seria mais imprescindível.

Por esse motivo, seu trabalho deveria ser bem feito com zelo; era essencial para que as pessoas estivessem prontas para a chegada de seu primo. Ele não teria outra oportunidade. Ele trabalhou noite e dia, ensinou, advertiu, anunciou e guiou se envolveu ao máximo, vestiu a camisa.

Chegada a hora, seu primo assumiu o ministério e João, consciente que havia contribuído para esta hora decisiva, declarou: “Importa que Ele cresça e eu diminua”.

A disposição em contribuir sem buscar reconhecimento é muito rara. Mas João sabia que havia feito seu melhor. Isso me lembra da oração atribuída a São Francisco* em que ao olhar para trás o homem que andava sobre a areia vê duas pegadas.

Ao questionar, Cristo lhe responde: “Nos momentos mais difíceis te carreguei no colo e você não viu. Naquele momento fui Imprescindível”. Isaias escreve sobre essa cena no capitulo 41, verso 10 ao dizer que algumas vezes nos sustenta.

Este é um defeito humano grave: Não reconhecer a importância dos que carregam o piano de forma brilhante. No campus em que estudei, sempre conversei com os prestadores de serviço. Sei o nome deles até hoje. Via o sorriso deles e sabia que a limpeza e os serviços operacionais dependiam daquelas pessoas; portanto, o mínimo que cabia a mim era ser cordial com elas – reconhecendo a sua importância.

Muitos imprescindíveis trabalham para que alcancemos nossos objetivos. São colaboradores anônimos, professores, prestadores de serviço, familiares. Na empresa, eles estão lá silenciosos aguardando a senha para que venham ajudar.

Na vida, eles também existem e raramente são notados. Davi, no final de sua vida faz uma homenagem aos anônimos que o cercavam – valentes soldados que foram imprescindíveis durante sua vida. Homens que passariam despercebidos pela História se Davi, o salmista e rei, não tivesse mais este gesto de grandeza em reconhecer a importância de cada um destes seus colaboradores.

“São estes os nomes dos valentes de Davi: Josebe-Bassebete, o taquemonita; era este principal dos três; foi ele que, com a lança, matou oitocentos de uma vez.

Depois dele Eleazar, filho de Dodó, filho de Aoí, um dos três valentes que estavam com Davi, quando desafiaram os filisteus que se haviam reunido para a peleja, enquanto os homens de Israel se retiravam.

Este se levantou, e feriu os filisteus, até lhe cansar a mão e ficar pegada à espada; e naquele dia o Senhor operou um grande livramento; e o povo voltou para junto de Eleazar, somente para tomar o despojo.

Depois dele era Samá, filho de Agé, o hararita. Os filisteus se haviam ajuntado em Leí, onde havia um terreno cheio de lentilhas; e o povo fugiu de diante dos filisteus. Samá, porém, pondo-se no meio daquele terreno, defendeu-o e matou os filisteus, e o Senhor efetuou um grande livramento.

Também três dos trinta cabeças desceram, no tempo da sega, e foram ter com Davi, à caverna de Adulão; e a tropa dos filisteus acampara no vale de Refaim. Davi estava então no lugar forte, e a guarnição dos filisteus estava em Belém. E Davi, com saudade, exclamou: Quem me dera beber da água da cisterna que está junto a porta de Belém!

Então aqueles três valentes romperam pelo arraial dos filisteus, tiraram água da cisterna que está junto à porta de Belém, e a trouxeram a Davi; porém ele não quis bebê-la, mas derramou-a perante o Senhor; e disse: Longe de mim, ó Senhor, que eu tal faça! Beberia eu o sangue dos homens que foram com risco das suas vidas? De maneira que não a quis beber. Isto fizeram aqueles três valentes.

Ora, Abisai, irmão de Joabe, filho de Zeruia, era chefe dos trinta; e este alçou a sua lança contra trezentos, e os matou, e tinha nome entre os três. Porventura não era este o mais nobre dentre os trinta? Portanto se tornou o chefe deles; porém aos primeiros três não chegou.

Também Benaías, filho de Jeoiada, filho dum homem de Cabzeel, valoroso e de grandes feitos, matou os dois filhos de Ariel de Moabe; depois desceu, e matou um leão dentro duma cova, no tempo da neve. Matou também um egípcio, homem de temível aspecto; tinha este uma lança na mão, mas Benaías desceu a ele com um cajado, arrancou-lhe da mão a lança, e com ela o matou.

Estas coisas fez Benaías, filho de Jeoiada, pelo que teve nome entre os três valentes. Dentre os trinta ele era o mais afamado, porém aos três primeiros não chegou. Mas Davi o pôs sobre os seus guardas” (II Samuel 23:8 a 23).

Onde está o “Imprescindível”?

Charles Swindoll escreve em seu livro “Eu, Um Servo?” a história do “Guardião das Águas”, um tranqüilo guarda florestal que morava próximo a uma cidadezinha da Áustria, na encosta oriental dos Alpes.

O velho havia sido contratado peloprefeito da cidade, havia alguns anos, para manter livre de restolhos a nascente de água que brotava da montanha, e que corria para a fonte que abastecia o lugar.

E, com fiel e silenciosa regularidade, ele vagava pelos montes, removendo folhas e galhos caídos, e raspava o limo ali sedimentado que poderia contaminar a água.

Com o passar do tempo, aquela povoação tornou-se um centro de atração turística. Cisnes grandiosos nadavam no riozinho cristalino, e as rodas de moinho localizadas perto das águas giravam dia e noite, as terras cultivadas eram irrigadas naturalmente, e a vista que se tinha dos restaurantes era muito pitoresca, quase indescritível.

Passaram-se os anos. Uma noite, os membros da Câmara Municipal se reuniram; ao examinarem o orçamento, um deles teve seu olhar atraído para o salário que estava sendo pago ao obscuro guardião das águas.
- Quem é esse velho? - indagou o responsável pela bolsa - Por que o mantemos nesse serviço esses anos todos?

Ninguém o vê. Até onde sabemos esse estranho mateiro não nos presta nenhum serviço. Ele não nos é mais necessário. E, por votação unânime, dispensaram os serviços do velho.

Nas primeiras semanas que se seguiram, as coisas não mudaram nada. Mas, no início do outono, as folhas das árvores começaram a cair. Pequenos ramos se quebravam e caíram sobre as fontes, dificultando o curso daquelas águas cristalinas.

Certa tarde, alguém notou nas águas um colorido ligeiramente escuro. Mais alguns dias, e as águas já se mostravam mais escura. Passada outra semana, viam-se películas de impurezas boiando no rio, ao longo das margens, e um odor infecto era sentido nele.

As rodas do moinho giravam mais lentamente, e algumas até haviam parado. Os cisnes desapareceram; foram-se os turistas. As garras pegajosas das doenças e moléstias estenderam-se por toda a cidade. As pessoas começaram a reclamar umas com as outras.

Imediatamente, a câmara administrativa convocou uma reunião especial. Compreendendo seu grande erro, readmitiram o velho guardião das águas... E dentro de poucas semanas, aquele verdadeiro rio da vida começava a purificar-se. As rodas voltaram a girar, e uma nova vida recomeçou naquele povoado alpino.

Embora esta história pareça fantasiosa, o fato é que não se trata de um simples conto. Contém uma analogia vívida e muito significativa com os tempos em que vivemos.

O papel que aquele guardião das águas tinha para a cidade é o mesmo que o verdadeiro servo cristão representa para o mundo. Ele é a pitada de sal, que preserva e dá sabor. Ou a luz que ilumina o caminho dos demais, em meio aos caminhos da vida. E que Deus tenha piedade da sociedade que resolver existir sem eles!

Porque a cidade, a empresa, a instituição e a organização que fica sem o “Guardião das Águas” o “Imprescindível” pode estar abrindo mão não só de seu carregador de piano, mas de seu arquivo humano, de sua própria história.

Aquele que, na verdade, é o “Guardião das histórias” que sabe como ninguém olhar com esperança e trazer soluções. Desde os tempos remotos em todas as culturas esse silencioso e imprescindível guardião esteve presente. Repassando os ensinos de forma oral, escrita e mais recentemente com diversidade técnica e tecnológica.

Bem perto de você deve haver um guardião assim das histórias um “Ninguém” que pode narrar as histórias e orientar nos momentos de crise.

Se você descobrir um desses seres especiais, busque aprender com ele; afinal, o mundo precisa de prosa, tempero e luz. E pessoas assim, que não buscam brilho próprio, podem temperar a sua vida e a das demais pessoas; afinal, o sabor é mesmo
imprescindível e a vida precisa disso. Pense nisso, ainda há vagas para “sal”, “lamparinas” e “Ninguéns”.


Autor: Willian L. Felício, Publicitário e Colunista IASD Em Foco

willianfelicio@yahoo.com.br

sábado, 26 de setembro de 2009

O velho, o rapaz e bíblia.


Fico feliz quando vejo as pessoas sem medo de ler a bíblia. Hoje em dia é comum vermos pessoas andando com a bíblia a tiracolo. Mas não é tão comum vê-las lendo o livro sagrado dos cristãos.

Quando muito temos notícias de pessoas que até lêem, mas o fazem para advogar em beneficio próprio. Alguém declarou que hoje se anda muito com a bíblia sobre o peito, mas é raro encontra aqueles que a levam dentro do coração. Vejo ainda muitos que colocam como base para defender suas próprias teorias e outros que em nome da ciência acham que a bíblia é um livro ultrapassado.

Um senhor de 70 anos viajava de trem tendo ao seu lado um jovem universitário, que lia o seu livro de ciências. O senhor, por sua vez, lia um livro de capa preta. Foi quando o jovem percebeu que se tratava da Bíblia, e estava aberta no livro de Marcos. Sem muita cerimônia o jovem interrompeu a leitura do velho e perguntou:

- O senhor ainda acredita neste livro cheio de fábulas e crendices?

- Sim. Mas não é um livro de crendices é a Palavra de Deus. Estou errado?

- Claro que está! Creio que o senhor deveria estudar a história geral. Veria que a Revolução Francesa, ocorrida há mais de 100 anos, mostrou a miopia da religião. Somente pessoas sem cultura ainda crêem que Deus criou o mundo em seis dias. O senhor deveria conhecer um pouco mais sobre o que os cientistas dizem sobre isso.

- É mesmo? E o que dizem os cientistas sobre a Bíblia? O rapaz iniciou um discurso que mostrava como a bíblia não tinha valor para ciência. Como as histórias eram fruto de pessoas de baixo nível cultural. O velho ouvia atentamente sem questionar ou defender sua posição. A viagem correu dessa forma o rapaz falando de teorias cientificas que explicavam o mundo. Aproximando da estação o rapaz falou.
- Bem, respondeu o universitário, vou descer na próxima estação, mas deixe o seu cartão que eu lhe enviarei o material pelo correio.

O velho então, cuidadosamente, abriu o bolso interno do paletó, e deu o cartão ao universitário. Quando o jovem leu o que estava escrito saiu cabisbaixo se sentindo pior que uma ameba. O cartão dizia: "Louis Pasteur, Diretor do Instituto de Pesquisas Científicas da École Normale de Paris". Pense nisso.

Por Willian Lira Felicio

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

Teve Bom


Existem semanas em que os acontecimentos nos surpreendem e ficamos sem ação e reação. A semana com chuva começou por atrapalhar os planos de fotografia do meu casamento. A agora minha esposa Débora na ocasião fotografou com chuva molhou e sujou o vestido. Do outro lado da cidade eu carregava caixas com meu irmão caçula Philippe, meu cunhado Samuel e meu amigo Glauciano.

A chuva e as nuvens que se formaram naquele domingo com grande velocidade escondendo o sol e o calor forte e incomodo costumam ser comuns no verão. Mas naquele domingo faltando uma semana para o meu casamento na igreja além do vento e da pancada de chuva o cinza dava um tom triste, descia água do céu como se o mesmo tivesse chorando. Por que incomum garoar depois de uma chuva forte.

Os noticiários não traziam nenhuma explicação nova para os acontecimentos domingueiros. Não muito distante. Socorrido em um hospital estava o Sr. José Pereira. Zé, seu Zé, Zé Pereira, José Pica-pau, Pica-pau, Irmão Pereira, Irmão Pica-pau, Pereruxo... – esse último fui eu que o premiei depois que o ator Ary Fontoura usou o apelido ao fazer par romântico com a atriz Araci Balabanian na comédia global Sai de baixo. Como meu amigo e sua amada esposa, a Terezinha, que nos chamamos de Terezinha e ele ainda mais carinhoso chamava de Zinha sempre demonstravam o carinho de quem já conviveu juntos por mais de meio século. Eles estavam sempre juntos, um casal simpático de família numerosa e feita de pessoas carinhosas e gentis, filhos e netos eram mais que a cópia do pai. Eram a repetição da formula de bons filhos e pais que já traziam os bisnetos.

Com uma família de gigantes falando deles na estatura que merecem e que tem realmente, o coração do meu amigo era enorme. E não podia ser de outra forma. Com tantos filhos, netos... amigos e irmãos de fé dentro daquele coração. Ele não resistiu.

Depois de fazer a feira aproveitando o sol ele resolveu varrer o quintal, sentiu algo estranho em plena atividade. Homem forte com mais de oitenta anos que não eram aparentes ele foi socorrido. O clima mudou. O céu fechou choveu forte e fraco. Sem saber de nada minha última semana de solteiro iniciava de forma intensa. Trabalhando até as 22hs. Na terça de manhã o coração enorme descansou. Confesso que a coragem me abandonou e não consegui prestar minha homenagem e comparecer ao sepultamento. Na minha cabeça ate agora o vejo sentado no banco da igreja no sábado anterior. Impedindo-me a passagem e mais uma vez brincamos sobre cavanhaque, barba com sempre fazíamos, passando a mão nos rosto um do outro e fazendo carinho quase de pai e filho. Como faço com meu pai, e como ele fazia com seus filhos.

Era difícil não ser carinhoso com um homem tão carinhoso quanto ele. Difícil não pode fazer mais esse carinho de abraçá-lo e passar a mão no seu rosto. Será doloroso olhar dentro da igreja e não o vê-lo ali pronto para gargalhar, sempre com disposição de um vovô garoto.

Davi na bíblia faz uma homenagem aos seus valentes, homens que a história não reconheceu, mas que Davi reconheceu. Soldados acima de todos os outros. Homens que causaram impacto positivo na vida das pessoas que estavam a sua volta. Mas que não entraram para o Hall da Fama. Meu amigo que dorme no Senhor. Ele era assim sem preocupação com o Hall da Fama em que estamos habituados. Ele deu o exemplo de desprendimento sempre servindo ao próximo sendo gentil e carinhoso. Homem simples de gestos de afeto desinteressado e generoso.

Que Deus nos console a todos e que o Espírito Santo nos prepare para um reencontro breve. Sentirei falta de sua frase no final de cada culto: Teve Bom. Quantas vezes ao terminar um sermão eu escutei dele essa frase. É sinto que essa frase resume seu legado para mim. É meu Pereruxo... TEVE BOM. Teve bom conviver com você. E quando chegarmos ao céu vou procurá-lo, abraçá-lo, passar a mão no seu rosto e devolver sua frase: Teve Bom...

Por Willian Lira Felício

Obs: O irmão José Pereira descansou no Senhor no dia 10 de fevereiro, faltando 5 dias para o meu casamento. Data que todos os sábados ele fazia questão de me relembrar na igreja. Afirmando sempre que estaria comigo nesse dia. Segundo a família também em casa era um dos temas que ele mais falava.

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

METADE



Que a força do medo que tenhonão me impeça de ver o que anseio.Que a morte de tudo que acreditonão me tape os ouvidos e a boca.Porque metade de mim é o que eu grito,mas a outra metade é silêncio.Que a música que eu ouço ao longe seja linda,ainda que tristeza.Que a mulher que eu amo seja para sempre amada,mesmo que distante.Porque metade de mim é partidae a outra metade é saudade.Que as palavras que eu falo não sejam ouvidas como prece, nem repetidas com fervor,Apenas respeitadas como a única coisa que restaa um homem inundado de sentimento.Porque metade de mim é o que ouço,mas a outra metade é o que calo.Que essa minha vontade de ir embora se transformena calma e na paz que eu mereço.Que essa tensão que me corrói por dentroseja um dia recompensada.Porque metade de mim é o que penso,e a outra metade é um vulcão.Que o medo da solidão se afaste,que o convívio comigo mesmose torne ao menos suportável.Que o espelho reflita em meu rosto um doce sorrisoque eu me lembro de ter dado na infância.Porque metade de mim é a lembrança do que fui,a outra metade eu não sei...Que não seja preciso mais do que uma simples alegriapara me fazer aquietar o espírito.E que o teu silêncio me fale cada vez mais.Porque metade de mim é abrigo,a outra metade é cansaço.Que a vida nos aponte uma resposta,mesmo que ela não saiba.E que ninguém a tente complicarporque é preciso simplicidade para fazê-la florescer.Porque metade de mim é a platéiae a outra metade é canção.Que minha loucura seja perdoada.Porque metade de mim é amore a outra metade... também.http://ew-willianlira.blogspot.com/

Willian Lira Felício
http://www.iasdemfoco.net/willianLira.asp

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

Saudade Demais...



É madrugada. Há mais ou menos 12 horas, nós a deixamos... e viemos para nossas casas com os corações muito tristes. Tento coordenar minhas idéias em busca de uma lógica que não existe. Claro, não fomos feitos para morrer.


Faço uma retrospectiva. Trago para o presente os bons momentos vividos, que foram muitos, muitas alegrias partilhadas, muitas trocas proveitosas, muitos sonhos e planos em comum que se perderam no vazio.

Tínhamos muito em comum. Afinal de contas não fosse assim essa amizade de mais de três décadas não teria nos marcado tanto: Diferíamos apenas em um ponto: O gosto pelos felinos.

Lourdes não era apenas uma amiga, era também uma irmã, uma companheira generosa e altruísta. Recorro à Palavra de Deus em busca de momentos e promessas que tragam algum lenitivo à dor latente que insiste em doer.

Conforta-me a promessa da ressurreição, a certeza da manhã gloriosa e as palavras de Paulo – o mensageiro de esperança, dizendo: “Consolai-vos uns aos outros com estas palavras” (I Tessalonicenses 4:18). As palavras a que ele se refere são exatamente as que ele apresenta – como as temos hoje – abrangendo os versos 13 a 17 do capítulo quatro da sua primeira epístola aos cristãos de Tessalônica.

São palavras de esclarecimento quanto ao estado do ser humano na morte: “Não queremos, porém, irmãos que sejais ignorantes [ignorar é desconhecer] com respeito aos que dormem...” (verso 13, p.p.). São palavras de conforto: “... para não vos entristecerdes como os demais, que não têm esperança” (idem, u.p.). São palavras de esperança: “Pois, se cremos que Jesus morreu e ressuscitou, assim também Deus, mediante Jesus, trará, em Sua companhia, os que dormem” (verso 14). São palavras seguras, infalíveis: “Ora, ainda vos declaramos, por palavra do Senhor, isto: Nós, os vivos, os que ficarmos até à vinda do Senhor, de modo algum precederemos os que dormem” (verso 15).

O maravilhoso nisso tudo é que Paulo nos assegura sempre o caráter infalível da Palavra de Deus, Deus é fiel no cumprimento de todas as Suas promessas: “... na esperança da vida eterna que o Deus que não pode mentir prometeu antes dos tempos eternos” (Tito 1:2). “Fiel é O que vos chama, O qual também o fará” (I Tessalonicenses 5:24).

E, se voltarmos um pouco mais no tempo ainda, encontraremos Josué, outro servo do Senhor, tentando contabilizar as bênçãos divinas, ao final da vida, e reconhecendo diante de todo o povo: “Eis que, já hoje, sigo pelo caminho de todos os da Terra; e vós bem sabeis de todo o vosso coração e de toda a vossa alma que nem uma só promessa caiu de todas as boas palavras que falou de vós o Senhor, vosso Deus; todas vos sobrevieram, nem uma delas falhou” (Josué 23:14).

Neste momento, conforta-me, mais do que qualquer outra coisa, esta segurança que podemos ter na Palavra de Deus; que Ele, a Seu tempo, cumprirá todas estas “boas palavras” que nos prometeu. Minha mente, então, alça um vôo espiritual àquele momento quando Jesus, por ocasião de Sua vinda, irá dirigir-se ao grupo de pessoas que estiverem a sua direita, dizendo: “Vinde benditos de Meu Pai! Entrai na posse do reino que vos está preparado desde a fundação do mundo” (Mateus 25:34).

Como sei que Jesus irá Se dirigir aos salvos tanto de forma coletiva como individual, como se apenas aquela pessoa existisse no imenso Universo de Deus, tomo a liberdade de parafrasear assim a justificativa presente em Sua saudação aos salvos:

“Por que quando tive fome, lá estava você, Maria de Lourdes, uma Diretora de Dorcas levando-Me uma cesta básica cheia de alimentos somados à sua alegria e ao seu lindo sorriso. Quando tive sede, física ou espiritual, você partilhou comigo não só água fresca do filtro, mas, também, mostrou-Me a Fonte de água viva que jorra para a vida eterna. Quando Eu era estrangeiro, você me recepcionou com seu cativante sorriso e com palavras tão lindas, tanto na escola sabatina ou na sua sala de aula. Quando estava nu, você abriu o seu próprio guarda-roupa e Me atendeu no portão de sua casa Me agasalhando.

“Quando estive na prisão, seja ela literal ou aprisionada pelos meus pensamentos de adolescente rebelde, você ficava após a aula, ou mesmo Me telefonava mostrando-me um Cristo que salva e liberta. Quando estive doente, você foi ao hospital, orou comigo. Partilhou as promessas da Palavra de Deus, ajudou-Me a comprar os remédios e ainda passou uma lista entre seus colegas de trabalho para completar a ajuda [Foi assim, Lourdes, que você agiu com seu aluno Jessé, vitimado por um câncer, e com tantos outros].

“Por tudo isso, serva fiel e generosa, entra para o gozo do seu Senhor!”

Este legado me conforta e me leva a repensar a minha condição espiritual e a renovar os meus propósitos com relação ao meu preparo diário para, também, fazer parte deste grupo que, naquele glorioso dia, estará do lado direito do Pai.

Mas, a saudade continua... Como disse o poeta: “Amigo é coisa pra se guardar do lado esquerdo do peito, dentro do coração”.

Portanto, aqui está você amiga dentro do meu coração.

Saudades!

Vanete Lira Felício.

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Será Apenas Um "Até Logo"


Hoje 24 de setembro de 2008, acordei com aquela sensação de que queria ficar mais na cama. Aquela saudade de dias em que se poder dormir até tarde. Vontade de ver pessoas que a muito não vejo. De reviver momentos que fazem parte da minha história. De resgatar sorrisos que me foram valiosos.

Em meio à nostalgia dessa manhã, senti tristeza pela falta de amigas como Denise Chagas, minha conselheira. Ah! Quanta saudade. Ela que tantas vezes me orientou de forma carinhosa. Cobrou de mim de forma firme e exigente. Como uma fada madrinha, inúmeras vezes me fez pensar em minhas ações. Que saudade do olhar, do sorriso, da gargalhada! Antes que meus olhos ficassem pesados com saudade, me concentrei no seu abraço, no beijo no rosto, nos encontros sempre calorosos e nas despedidas.

Meus pensamentos percorreram outras lembranças. Como a da Rafaela Santos Lage, guerreira que lutou a vida toda com os desencontros que a vida tem, e, depois, lutou pela própria vida. Senti falta dela e da Denise nessa manhã; não que nossos encontros fossem diários, até por que não eram. Mas eram sempre muito bons. Sempre tinham atenção, carinho e afeto. Saudades do sorriso e do humor. Da simpatia estampada no rosto, como cantou Guilherme Arantes.

Enquanto me dirigia para o trabalho perdido em meu baú de lembranças, procurei me segurar na esperança de reencontrá-las na volta de Jesus. Não para reviver os bons momentos que tivemos. Mas para viver outros tantos. Aqueles que vivemos ficaram no passado e, na ausência delas, me tornei o tutor dos mesmos; pertencem-me e ninguém pode extraí-los de mim.

Meus pensamentos foram interrompidos pelo celular, 9 horas e 8 minutos, enquanto escuto a voz de minha mãe falando, do outro lado, em tom de tristeza. Meus pensamentos ficam batendo rápido, a notícia me deixa sem reação. Tratava-se do falecimento de minha eterna diretora de Desbravadores, Maria de Lourdes Barroso. Desci do ônibus em silêncio outonal, mesmo estando ainda na primeira semana de Primavera.

Não tive vontade de falar com ninguém. Resolvi andar e segui vasculhando meu baú de lembranças, atrás dos momentos bons que me farão falta de hoje em diante. Andando, ninguém presta atenção nos olhos vermelhos que marejam... E não preciso parar e ficar pensando de forma exata ou sendo racional.

Lembro que na última vez que usei o púlpito na presença dela era justamente para falar de esperança, em um culto que pedíamos para que Deus se manifestasse diante dessa chaga que tem recaído sobre sua criação. Falei sobre como Pedro ao escrever para os eleitos em sua primeira carta, I Pedro 1:2-9 e 4:12 e 13:

(2) eleitos... Graça e paz vos sejam multiplicadas...

(3) Bendito seja o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo... Ele nos regenerou para uma viva esperança, pela ressurreição de Jesus Cristo dentre os mortos...

(4) para uma herança incorruptível, que jamais poderá perecer, macular-se ou perder o seu valor, reservada nos céus para vós...

(5) que pelo poder de Deus sois guardados, mediante a fé, para a salvação que está preparada para se revelar no último tempo...

(7) para que a prova da vossa fé, mais preciosa do que o ouro que perece, embora provado pelo fogo, redunde para louvor, glória e honra na revelação de Jesus Cristo...

(8) a Quem, sem O terdes visto, amais; no qual, sem agora O verdes, mas crendo, exultais com gozo inefável e cheio de glória,

(9) alcançando o fim da vossa fé, a salvação das vossas almas...
(4:12) amados, não se surpreendam com o fogo que surge entre vocês para os provar,...

(13) mas alegrem-se à medida que participam dos sofrimentos de Cristo...

Ele nos aconselha a não ficarmos surpresos com o fogo e o sofrimento que está entre nós para nos provar, que devemos ficar alegres. Sempre achei difícil isso de alegrar-me num momento de dor. E o céu, com variações de luz e tons de cinza de hoje, revela que o Eterno respeita a dor e sofre a perda como nós.

O vento sopra frio levando como que uma canção triste. Mas, nesse momento, lembro que Deus não é insensível: Ele chorou por Lázaro (João 11:35). E isso foi o exemplo que nos deixou após ensinar que os que choram serão consolados e benditos (Mateus 5:4).

Paulo ainda afirma em sua carta aos cidadãos romanos que devemos chorar com os que choram (Romanos 12:15) e, acrescenta, estamos mais perto da vinda do nosso Salvador hoje do que no dia em que conhecemos a mensagem da cruz (Romanos 13:11).

Vou sentir saudade por que para mim não é um até breve fácil. E aqueles que confortam costumam dizer mecanicamente: “É a vida”. “Foi melhor assim”. Que loucura, mesmo Cristo chorou sem nada dizer! Não existe a obrigação de palavras nesse momento. As palavras em momentos de dor devem se transformar em poesia. Por que não é necessário parar a dor. È necessário, sim, transformá-la em eternidade. Eternizar a dor transformando em algo bonito, belo, singelo, isso é amor. Como um Luzeiro que brilha no firmamento escuro. Quando isso acontece, a dor deixa de ser dor e vira poesia, sacramento.

Aprender com Jesus que economizou palavras, agindo diferente dos amigos de Jó que perderam a chance de demonstrarem sensibilidade e compreensão. O momento é de ouvir e silenciar.

Lourdes foi uma de minhas professoras nas coisas do Céu. Auxiliou no meu preparo para a eternidade. Foi minha diretora de Desbravadores. Linha dura na verdade, mas sua cobrança contribuiu para a construção do que sou. E, depois que me tornei um adulto, ela tornou-se minha amiga.

Quando eu pregava seu semblante me tranqüilizava e acalmava. Senti falta nas últimas vezes que falei e ela não estava lá para me oferecer o olhar e o sorriso, o solo fértil para a semente de Deus. No final, sempre com um beijo na face, ela agradecia pela mensagem que Deus havia me confiado a partilhar em família.

Vou sentir saudade de sua forma de ensinar; do alto de sua capacidade profissional e cultural ela sempre parecia uma educadora, mas não no sentido rígido e formal. Porque seu jeito simples, mineiro, era firme, sua voz suave e a forma didática de falar sempre traziam clareza aos seus pensamentos. Como aprendi com ela!

Ter ânimo em meio às aflições. Isso deixa claro que ainda escreveremos com palavras molhadas e com olhos transbordando. E Jesus disse que, no final da História do pecado, Ele nos enxugará todas as lágrimas (Apocalipse 7:17). Ele, também, assegurou-nos que está conosco todos os dias de nossa vida: “e eis que Eu estou convosco todos os dias, até a consumação dos séculos” (Mateus 28:20).

As coisas ruins desse mundo entram na nossa vida como um pilão, um martelo que nos derruba e quebra em pedacinhos. Isso de forma rápida e dolorida; mas, no final, entenderemos tudo e receberemos o alívio eterno: “Ele enxugará de seus olhos toda lágrima; e não haverá mais morte, nem haverá mais pranto, nem lamento, nem dor; porque já as primeiras coisas são passadas” (Apocalipse 21:4).

Sabem, o livro não se encerra neste capitulo. Existem mais páginas na minha vida que serão escritas. E um dia teremos o capítulo do reencontro; ou seja, o próximo encontro com minhas queridas amigas será na presença de Deus. Preciso me preparar para esse momento. Sei que, neste momento, elas estão dormindo e aguardando o encontro com Cristo; por isso, apesar da tristeza e saudades, este momento me traz algo positivo: Ninguém têm saudade de nada ruim.

Não é um momento para ficar ligando, perguntando ou fazendo número. Eu mesmo andei todo o dia em silêncio preso arrastando o meu baú. Estava e estou, hoje, com imensa saudade de quem não conseguiu se despedir e dizer um “até logo”; no entanto, para o meu alívio e de todos aqueles que já perderam um ente querido para as garras da morte, vem esta garantia: “Declarou-lhe Jesus: Eu sou a ressurreição e a vida; quem crê em mim, ainda que morra, viverá; e todo aquele que vive, e crê em mim, jamais morrerá. Crês isto?” (João 11:25-26).

Você pode encarar um momento como este de duas formas. Se for incrédulo, você o verá como o fim: Fim dos sonhos e dos desejos, fim das esperanças. Se for cristão, é o começo. Por que o servo de Deus é indestrutível – até que Deus tenha terminado a obra nele. Depois de terminada essa obra, o descanso vem como dádiva, é merecido.

Não entenda de forma errada, o que escrevo a seguir não é heresia! Explico: Você se lembra de que, quando éramos crianças, dormíamos em qualquer lugar e acordávamos na nossa casa, na nossa cama quentinha? É que os nossos pais nos levavam para nossa cama e o nosso quarto. Pois acontece algo semelhante com os fiéis: Os que dormem no Senhor serão acordados na hora certa de ir para a nossa casa.

É assim que Deus faz com as pessoas que O escolhem: Ele prepara uma cama e uma casa para que, quando elas acordarem, possam correr para os Seus braços de amor. Amo a Deus por Ele poder trazer de volta as pessoas que O serviram e deixaram saudade para podermos, assim, sorrir juntos e abraçá-las novamente.

Renovo o meu pedido de oração. Que oremos pela família: as filhas Ana Teresa e Sílvia, o esposo Odilon, a mãe e avó, Raimunda, e os irmãos. Obrigado aos que oraram! Continuemos neste exercício de orar ao Pai em favor dos nossos queridos e por nossas lembranças para que, ao se tornarem saudades, se transformem em poesia, versos e canção.

Como todos nós sabemos, saudade só floresce na ausência; afinal, saudade se descreve sempre com amor. Por isso Cristo sente saudade de nós. Salomão declara: “Tudo tem a sua ocasião própria, e há tempo para todo propósito debaixo do céu. Há tempo de nascer, e tempo de morrer; tempo de plantar, e tempo de arrancar o que se plantou; tempo de matar, e tempo de curar; tempo de derribar, e tempo de edificar; tempo de chorar, e tempo de rir; tempo de prantear, e tempo de dançar; tempo de espalhar pedras, e tempo de ajuntar pedras; tempo de abraçar, e tempo de abster-se de abraçar; tempo de buscar, e tempo de perder; tempo de guardar, e tempo de deitar fora; tempo de rasgar, e tempo de coser; tempo de estar calado, e tempo de falar; tempo de amar, e tempo de odiar; tempo de guerra, e tempo de paz” (Eclesiastes 3:1 a 8).

Vou acrescentar mais uma coisa à lista apresentada por Salomão: Tempo de sentir saudade e tempo de matar saudade. E, no dia do grande reencontro, despedidas e saudades acabarão. Será o tempo, então, de matar a saudade para os que escolheram a Jesus. E a partida terá sempre sido apenas um até logo. Volta logo Senhor! Maranata!

Autor: William Lira Felício, publicitário e colunista do IASD Em Foco.

domingo, 20 de setembro de 2009

Saudade...Valeu a pena...


Falamos o único idioma no mundo que tem uma palavra pra expressar a falta que alguém faz em nossas vidas. Não é fácil sentir saudades, aliás, nem sequer fomos feitos para lidar com perdas, com o sentir falta das coisas. Somos o sonho de Deus, e nos sonhos DEle estaríamos todos sempre reunidos como em uma grande festa e em um lugar perfeito, incomparável, como poucos olhos humanos como os de Elias, o profeta, ou Enoque, que andou com Deus em tamanha intimidade que Deus o tomou para Si ainda vivo.

Lidar com perdas não é fácil. Entretanto, temos aprendido a viver com isso como se fosse normal. O que também não era plano de Deus para nós. Em alguns momentos a perda ou a falta de alguma coisa ou alguém é apenas temporal sob o olhar puramente humano, porque há a questão do afastamento geográfico. Contudo, em alguns momentos a perda é muito maior e daí precisaremos da intervenção Divina para lidar com a dor.

Não foram fáceis os últimos meses... mesmo para mim que estou geograficamente distante não foi fácil. Todas as vezes que ligava para casa procurava por notícias de Lourdes, sempre há uma ponta de esperança. Sinceramente, não questiono Deus por nada disso, mas está doendo à perda de alguém que significou muito não somente pra mim, mas para todos os que tiveram a honra e o privilégio de conviver com Maria de Lourdes Barroso. Mulher forte como toda Maria. Mãe extremosa como todas àquelas as quais Deus deu o dom da maternidade, profissional impecável sob o ponto de vista de colegas e certamente de alunos.

A separação agora será mais intensa, não verei o sorridente rosto de Lourdes quando for de novo à Igreja do Bandeirantes. O que não será fácil. Recordo-me de dois fatos relacionados à personalidade de Lourdes que me marcaram muito.

Em 1985, no primeiro Camporee da União Este Brasileira, no qual eu fui batizado, e batismo esse que fui preparado pela Lourdes para realizar, ela era a diretora do nosso clube de desbravadores, “LUZEIROS”. Uma das falas dela era naquele Camporee, - Admito que nosso clube perca ponto por qualquer coisa, menos por disciplina. E, em um dia durante o Camporee eu perdi o meu crachá de identificação, sem qual não poderia andar pela área do Camporee sob pena do nosso Clube perder pontos de disciplina. Então, eu me escondi dentro da barraca lá no fundo, atrás de todas as mochilas e colchonetes, a fim de não ser descoberto com medo do que a Lourdes me diria. Quando ela soube que eu estava lá, ela mesma entrou na barraca e me chamou pra sair, disse que se eu ficasse com ela, próximo a ela não haveria problemas, eu estaria salvo de qualquer repreensão. E ao fazer isso acho que nem ela teve idéia no momento o quanto isso significou pra mim. Senti-me seguro e protegido. Senti-me amado.

Outro momento, foi há aproximadamente há dois anos atrás, quando subi ao púlpito no Bandeirantes para fazer a mensagem de encerramento das atividades do Clube daquele ano. E, ao fazê-lo eu agradeci a todos que de alguma forma tinham contribuído não somente para com o desenvolvimento do Clube como um todo, mas agradeci também àqueles que tinham de alguma forma me moldado, contribuído para a minha formação. E mesmo sem querer citar muitos nomes, fui obrigado a citar o da Lourdes, como minha primeira diretora, como a pessoa que também de forma indireta me influenciou a ser um professor. E, ao final ela me deu um caloroso abraço e me agradeceu, e disse que ela é que tinha que agradecer por eu ter feito parte da vida dela.

Agora, aproximadamente mais de dois anos se passaram, e a Lourdes não está mais conosco. Mas creio com todo o meu coração que está sim descansando para a gloriosa manhã da ressurreição. Dia no qual está marcado o nosso reencontro. E eu quero estar lá. Não foi fácil para a Lourdes esse último período de tempo, nem para os familiares, nem para os irmãos de fé, que somos nós. Não nos cabe de forma alguma questionar os por quês. Mas é tempo de nos prepararmos todos nós para um reencontro com a nossa Lourdes, nossa diretora, nossa amiga, nossa mentora.

É difícil até mesmo escrever, não há palavras que descrevam bem o sentimento de perda, nem mesmo a SAUDADE...sei que está doendo, que não será a mesma coisa, e que quero que Jesus volte logo.

Nesse momento vêm à minha mente muitas músicas que falam de amizade, da importância de se ter um amigo e de amar esse amigo verdadeiramente. Mario Quintana diria que - “A amizade é um amor que nunca morre”. Ou quem sabe como diria Confúcio - “Que para conhecemos um amigo temos que passar com ele pelos bons momentos e pela adversidade”.

Certamente com a Lourdes aprendemos tudo isso e passamos por bons e maus momentos. Por enquanto ficaremos apenas com as lembranças das coisas que vivemos, do sorriso, da opinião sincera, do companheirismo, da Amiga. Mas como finalmente diria Michael W. Smith – “Ser amigo é pra sempre, como eterno é nosso Deus. E, como amigos nós diremos até breve e não adeus”. Então, estamos agora dizendo um até breve e mesmo que tardio um muito obrigado também. Valeu a pena Lourdes, como um Luzeiro, que é uma estrela de luz própria ou que reflete a luz de um outro Luzeiro, podemos dizer que nossa amiga conseguiu cumprir o seu papel de refletir a Luz de Cristo. Mas todo Luzeiro tem seu tempo que me seu brilho diminui e ele se torna o que a ciência chama de “Anã Branca”... mas o seu brilho continua chegando até nós por muitos anos. E assim será o da nossa Lourdes estará entre nós através das suas filhas, das ações que com ela aprendemos e da SAUDADE que por ela guardaremos até a volta de Jesus.

E se alguém vir um “Luzeiro” brilhando em eventos de desbravador saiba que ela foi com Vanete Felicio uma das que indicou o caminho para mais uma estrelinha que andava perdida encontrar o Sol da Justiça e seguir o caminho para casa. E se você é um Desbravador de outro clube quero desafia-lo a ser Luzeiro por que um Luzeiro sabe que apesar das lágrimas o poeta popular diria: Valeu a pena! Valeu a pena Lourdes. Vai valer a pena me preparar para o céu. Vai valer a pena encontrar com Jesus. Vai valer a pena te reencontrar e matar sim, a saudade. Então com seu sorriso diante dos meus olhos vou te dizer: Lourdes valeu a pena a Saudade...

Leonardo Lira Felício

sábado, 19 de setembro de 2009

Estória das Histórias - Estevão

Uma carta de um grego para um romano:

Que esta o encontre sob a graça de Deus! Decidimos conhecer Jerusalém naquela Páscoa. Já havíamos ouvido falar sobre a Festa celebrada pelos Israelitas. Assim que entramos naquela terra em busca dos elementos daquela cultura tão antiga, nos deparamos com histórias sobre um tal Jesus.

Por onde passávamos, alguém sempre tinha um relato sobre milagres e ensinamentos desse homem. Seguimos para Jerusalém a fim de observarmos a celebração. Pela mesma estrada, muitas pessoas com seus filhos caminhavam em caravanas e pelo caminho mais histórias sobre Jesus. Alguns contavam de cegos e coxos que foram curados.

As histórias estavam em todos os lugares. Não eram histórias contadas por nenhum mestre como Hesíodo, Esopo, Homero e Aristóteles; eram anônimos que relatavam aquilo que haviam presenciado. Isso dava mais credibilidade aos relatos.

Para nossa surpresa, quando chegamos em Jerusalém a cidade estava alvoroçada; Jesus estava na cidade para os festejos. Diziam que ele havia entrado na cidade em um jumentinho.Não conhecíamos a cidade e aquela era uma semana de festa. Da mesma forma que nós, outros curiosos estavam na cidade para observar as festas. Tínhamos viajado com muitos Israelitas que vinham tomar parte na festa.

Mas, assim como no caminho ficamos sabendo os últimos acontecimentos, naquele ano a noticia de que Jesus estaria na cidade tinha atraído curiosos, incrédulos, descontentes com os líderes e governantes, desesperados, fiéis e críticos; cada pessoa, tinha seu próprio motivo para almejar um encontro com Ele. Nós admirávamos a cultura e a religiosidade dos hebreus. Seus ensinamentos sobre um único Deus. Sobre as inúmeras vezes em que Ele libertou Seus escolhidos e os liderou de forma espetacular e gloriosa. Que oportunidade essa de conhecermos a Jesus!

Pensávamos que Ele seria um libertador como Moisés. E as pessoas estavam falando sobre a ressurreição de um jovem chamado Lázaro. Muitos afirmavam que o homem havia morrido e sido enterrado. Mas o homem chamado Jesus havia devolvido à vida o morto.Que poder era esse? O fato desencadeou euforia e as pessoas vinham em busca de um pouco do Seu poder. Mas, os líderes dos judeus não estavam felizes com isso.Conhecíamos a história e sabíamos que um libertador seria enviado por Deus. Mas, penso eu, nem todos os Israelitas sabiam disso, o que era uma pena. No entanto, nos livros antigos o Deus de Israel havia falado através de Seus profetas sobre acontecimentos assim. E alguém nos disse que Jesus era carismático e um grande mestre.

Fomos levados então a Felipe, um amigo e discípulo de Jesus. E pedimos a ele que nos mostrasse Jesus. Sabíamos que a única forma de conhecê-lo era sermos apresentados por alguém tão próximo, já que muitos O buscavam.

Felipe, um de Seus seguidores mais próximos, nos levou a André que nos conduziu onde Jesus estava. Ficamos bem próximos. Ele estava pregando e, de forma surpreendente, parecia estar falando ao nosso coração. Isso foi ao encontro da nossa longa busca e cansativa jornada. Ele era mesmo o Grande Libertador! Seria facilmente rei de Israel, nós O apoiaríamos pela forma humanística em que falava.

Mas, de repente, ele disse: “É chegada a minha hora de voltar à minha glória”. Logo pensamos no poder daquele homem, Ele retomaria Sua glória e presenciaríamos a queda de Roma. Ele devia ser mesmo muito poderoso...Os romanos haviam sobreposto o poder grego. Ele continuou: “Devo morrer como um grão de trigo que cai dentro da terra”. Morrer? Como? Mas é a glória? Ficamos atônitos, sem entender o que ele dizia... No entanto, Jesus não interrompeu Sua fala: “Se eu não morrer ficarei sozinho uma semente isolada. Porém a Minha morte produzirá muitos novos grãos de trigo – uma abundante safra de novas vidas. Se amarem suas vidas aqui embaixo, vocês a perderão. Vocês devem trocar suas vidas aqui pela glória eterna”.

Glória eterna? Do que Jesus estava falando. Ninguém pode viver para sempre. E como alcançar a eternidade, se tiver que morrer? Enquanto eu levantava essas questões em minha mente, Jesus continuava a ensinar e declarou: “E quando eu for levantado, atrairei a todos”.Isso, com certeza, causou surpresa até aos demais amigos de Felipe e André, que mais tarde tive o prazer de conhecer. Como esse Jesus era eloqüente e falava com autoridade! Falava de um futuro, mas ainda não podíamos dimensionar tudo.

Foi, então, que alguém perguntou aquilo que estava na cabeça de quase todos. Como ele poderia viver eternamente e morrer? Ele nos disse que Sua luz brilharia somente mais um pouco. Naquela noite as pessoas que estavam ali decidiram. E a multidão se dividiu em três grupos ao fim da mensagem. Um grupo acreditava que Ele era o Messias, mas tinha medo de admitir isso publicamente. Eles temiam a reação das pessoas se descobrissem que criam nas palavras de Jesus.Um outro grupo não acreditava, não queriam crer. E um terceiro grupo tinha convicção que Ele era o filho de Deus. Resolvemos, naquela noite, que O seguiríamos. Eu e um amigo. Dias depois, Jesus foi crucificado. E, assim como disse naquela noite, Ele foi sepultado e ressuscitou.Às vezes me pergunto como não entendemos que Ele viveria eternamente, mesmo que morresse. Pois já havíamos escutado tantas outras histórias de Sua vitória sobre a morte. Aqui cabe até uma pequena explicação: Quando Ele saiu da tumba, ninguém O chamou. Em uma ocasião, conversei com Mateus a esse respeito. Ele me disse que o Mestre acordou e saiu da sepultura.

Ele estava descansando e, no dia do Senhor, permaneceu em descanso como o mandamento dado pelo Pai. Mas, no primeiro dia da semana, assim como aconteceu na criação deste mundo, trouxe de volta Sua luz.

As mulheres foram ao tumulo no primeiro dia e, quando chegaram, anjos rolaram a pedra para que elas pudessem ver que Ele não estava morto. Muitas histórias foram contadas. Uma dizendo que os anjos tiraram a pedra, para que Ele saísse; mas, com certeza, Ele não precisava disso.Depois que ressuscitou, em duas ocasiões Ele fez o mesmo: desapareceu, no momento de dar graças na casa de dois discípulos. E, com a casa toda fechada, apareceu no meio da sala e abençoou os apóstolos. Esses relatos fortaleceram nossa fé. Estabelecemos moradia em Jerusalém e a Igreja começou a crescer, como Ele disse que aconteceria. É claro que surgiram os problemas administrativos, tínhamos que atender aos carentes. E as viúvas, doentes, idosos e órfãos. Toda ajuda era bem vinda. “De sorte que foram batizados os que receberam a sua palavra; e naquele dia agregaram-se quase três mil almas; e perseveravam na doutrina dos apóstolos e na comunhão, no partir do pão e nas orações.“Em cada alma havia temor, e muitos prodígios e sinais eram feitos pelos apóstolos. Todos os que criam estavam unidos e tinham tudo em comum. E vendiam suas propriedades e bens e os repartiam por todos, segundo a necessidade de cada um. “E, perseverando unânimes todos os dias no templo, e partindo o pão em casa, comiam com alegria e singeleza de coração, louvando a Deus, e caindo na graça de todo o povo. E cada dia acrescentava-lhes o Senhor os que iam sendo salvos”, como relatou o amado irmão Lucas.

Mas, os problemas começaram a acontecer; as viúvas gregas achavam que não vinham sendo bem assistidas. Inspirados por Deus, os apóstolos nomearam sete diáconos para assistir as necessidades da igreja.Na ocasião, foram nomeados Nicanor, Nicolau da Antioquia, Pármenas, Timão, Prócoro, Felipe e meu amigo e conterrâneo Estevão. Esse era cheio do espírito, estudioso, dedicado servo de Deus, fervoroso, dinâmico, fazia milagres. Mas despertou ciúmes de alguns. (risos)Em uma outra ocasião, alguns homens do culto liberto judaico, se juntaram com judeus de Cirene, Alexandria, de províncias turcas da Cilícia e da Ásia. Mas nada conseguiram... Estevão era sábio e cheio do Espírito Santo. Profundo conhecedor das promessas e histórias de Deus e seu povo.Ele não se intimidava, não se omitia. Era um grande líder. Estevão sabia que não devia amar sua vida aqui na terra. Ele amava a Deus e servia os semelhantes. Praticava o evangelho. E, para alguns que gostavam de se esconder atrás da teoria, sem praticar o amor. Que não aceitavam Jesus como salvador. Que viviam uma religião sem compromisso, Estevão incomodava.

Eles chegaram a pagar pessoas para dar falso testemunho contra o meu amigo. Mas, no momento em que faziam essa acusação leviana, o rosto de dele se iluminou como de um anjo. Ele iniciou seu discurso. Falou dos milagres de Deus no deserto, de como o Senhor havia guiado seu povo. Falou sobre os patriarcas e sobre os profetas. Das promessas feitas por um pai de amor. Da rejeição por parte do povo nos tempos antigos e como o povo deu as costas para Jesus.Estevão exortou a igreja, deixando claro que estar no templo não faz ninguém ser um cristão verdadeiro. Naquela amanhã, as palavras de Estevão caíram como uma espada sobre a cabeça da Igreja. Como era por ocasião da Páscoa, alguns preferiram não se manifestar omitindo o que tinham dentro do coração, com medo de serem rejeitados pela maioria.

Outros, não acreditavam e não aceitaram a mensagem. E, quando Estevão disse que estava vendo a glória de Deus e Jesus, Aquele a Quem nós havíamos conhecido e vimos subir ao Céu, do lado do Pai; neste momento, alguns ficaram furiosos o arrastaram para fora e o apedrejaram.Fomos impedidos de reagir. Vi meu amigo ser apedrejado e morto. Neste dia fatídico, o senhor não lançou nenhuma pedra; mas estava lá, tomando conta dos casacos e das peças de roupas daquela turba assassina.Às vezes penso, senhor Paulo, como seria bom para o Senhor ter conhecido mais do meu amigo Estevão. (risos) Um ex-grego e um ex-romano. Mas, meu amigo intercedeu pelos seus executores.

Naquele momento, entendi sobre a semente morrer para germinar. Meu amigo ficaria feliz em saber que hoje o senhor tem levado o evangelho de Jesus o Salvador. E sei que ele ficará feliz em encontrá-lo no céu, por ocasião da volta de Jesus, no momento em que receberemos a vida eterna.

Por esse motivo, amigo Paulo, nós temos orado pelo seu ministério. Para que a glória de Deus possa estar presente em sua vida. Que as pessoas em Roma possam ver seu rosto resplandecer também, com o brilho de Jesus! Aprendi como meu amigo Estevão que Deus afirmou ao seu povo através de seu servo Oséias: "...obediência quero, e não sacrifícios; e o conhecimento de Deus, mais do que os holocaustos...". Assim foi a vida de Estevão obediente até o fim.

De seu irmão em Cristo.

Philius

Obs: As estórias se costuram, de alguma forma. E aconselho você a ler: o livro de João no capitulo 12, Atos capítulos 2, 6 e 7. Embora Philius possa ser encontrado no relato bíblico feito por João e Lucas, ele preferiu que sua história fosse contada de boca em boca.
Não me sinto confortável em torná-la um relato escrito. Pois, dessa forma, me torno autor da história de um anônimo. Que, assim como Estevão, você possa deixar a luz do senhor resplandecer através de sua vida! Afinal, Ele disse que sua luz não estaria mais presente através dele. Estevão resplandeceu, e sua história sempre será lembrada e contada; afinal, essa é uma forma da semente germinar. Que as bênçãos, a graça e a glória de Deus façam parte da sua vida!

O texto mencionado por Philius se encontra em Oséias 6:6.

Por: Willian Lira Felício

sexta-feira, 18 de setembro de 2009

Nós somos cisnes, não somos patos


A experiência é, como disse lindamente Pedro Nava, um carro com os faróis voltados para trás. Este texto é uma mea-culpa. Nesses últimos 40 anos, cobertos com competência pelo caderno, nós, publicitários, construímos coisas grandes e belas. Juntos fizemos o país gostar de propaganda. E fizemos a propaganda brasileira ser admirada no mundo. O povo brasileiro gosta de propaganda. E gosta da nossa propaganda.

Tornamos os publicitários conhecidos e respeitados. Participantes da vida do país. Famosos além do muro da propaganda. Entretanto, de alguns anos para cá, deixamos alguns mauricinhos, em seus ternos engravatados, tentarem tornar suas verdades cinzas em verdades nossas. E tentam tornar essas meias-verdades em verdades absolutas. Lero-lero do tipo: “Só no Brasil o publicitário tem a importância que tem”. Mentira. Lord Saatchi é publicitário. Virou Lord, tem uma das maiores coleções de arte do Reino Unido. E é parte atuante do stablishment inglês.Assim como Sir Martin Sarell é hoje. E como Sir David Ogilvy foi no passado. Assim como Jacques Seguela tem participação atuante na política francesa. E James Carville é figura conhecidíssima nos Estados Unidos. Todos com visibilidade, programa de TV, livro.

Dizendo coisas geniais ou pisando no tomate como todos nós mortais. Mas, de tanto ouvir essas nulidades repetindo que nossas gravatas são extravagantes, que aparecemos demais, que somos barbies, estamos jogando na retranca. E, com medo disso, ao preenchermos a ficha do hotel, nos denominamos empresários. Falamos agora todos iguais. Nos vestimos todos agora tom sobre tom. As nossas respostas são todas respostas de miss. Está na hora de esse mercado ser um pouco mais ele mesmo. Estão faltando frescura, frivolidade, charme. É preciso ter pertinência, consistência, responsabilidade, mas não é preciso ser tão chato.

Propaganda é uma atividade de artista. É uma indústria séria como o cinema. Mas é também uma arte. É uma arte cara, feita por pessoas especiais. Meio malucas. Não são patos. São cisnes. Que tiram idéias grandes de coisas banais. Que tornam um produto uma marca. E que fazem fortuna para os outros. E que têm de ser, portanto, reconhecidos, bem pagos e ouvidos nessa sociedade como Isay Weinsfeld, os Irmãos Campana ou Fernando Meirelles. E, se não são especiais, se não são interessantes, se não têm idéias inusitadas, não são publicitários. E, portanto, não merecem as regalias, a visibilidade e nem serem ouvidos. Mas não podemos deixar os comuns tentarem nos envergonhar de termos nascidos diferentes. Não seja um publicitário enrustido, amigo. Vamos lá. Vamos sair do armário. Sim, mãe. Sim, pai. Eu sou publicitário. Carrego dentro de mim essa gravata com estampa. Sim, eu tenho esse ego que dizem que é de publicitário (mas que aparece também em médicos, políticos, engenheiros, arquitetos, atores de cinema). E, apesar dessa meia vermelha, eu pago meus impostos e faço o país crescer. Gero empregos, fabrico riquezas e divisas.

Sim, eu sou publicitário. Gosto de coisas com design, amo trocadilhos e frases de efeito. Mas os monges também têm seus jargões e seus tiques. E, pelo fato de ser um cisne, não vou passar a vida me fantasiando de pato. Só para que os patos de nascença se sintam melhor. É claro que um texto como esse é um prato cheio para o rancor, para a lição de moral. Para os torquemadas que usam a falsa humildade para lançarem pensamentos diferentes na fogueira. Mas vamos lá, meus amigos. Chega de bancarmos os empresários. De tentarmos ser low-profile que nem banqueiros. Que os banqueiros sejam banqueiros, que os empreiteiros sejam empreiteiros e que nós sejamos nós. Artífices da palavra, espíritas de idéias. E, por sermos assim diferentes, a Rainha nos batizará como Lords. O povo cantará nossas músicas e contará nossos filmes. Sejam os publicitários como o nosso companheiro, o jornalista Roberto Marinho, foi sempre: jornalista Roberto Marinho. E, sendo jornalista e apaixonado por seu ofício, construiu um império.

Não, esse mercado não pode ser tomado por mauricinhos que não fazem anúncios. Só fazem lobby. Que ficam puxando o saco de empresários e imitando esses empresários como replicantes. Nós somos o inconformismo. A voz da New Age. Os filhos de Aquários. Nós somos, perante a indústria e o comércio, a voz dos jovens, do povo. Nós somos o novo, o imprevisível, o diferente. Perante o banqueiro sisudo, o empresário que vive preso no seu escritório, no seu universo, no seu mundo, nós somos a voz das bichas e dos chapados. Nós somos o ponto de interrogação nas organizações. A contramão. A provocação. E, se deixarmos de ser isso, nosso espaço nessa sociedade será nenhum. Como aqueles que tendo nascido cinzas, chatos e mauricinhos querem. Que fiquemos todos iguais para sermos patos como eles.

Nizan Guanaes
Presidente da Africa Propaganda